UNIRIO e outras 49 instituições públicas participam com sua comunidade universitária de Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades

Pesquisa enviará questionários on-line para estudantes e servidores sorteados.

RENASAM

10/28/20262 min read

O Brasil iniciou em 2025 o seu primeiro Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades (Enasam-U). O estudo abrange estudantes e servidores de 50 universidades públicas de todo o Brasil, com idades entre 18 e 75 anos. Os pesquisadores irão coletar informações detalhadas em dois momentos: primeiramente, com o envio de um questionário on-line para estudantes e servidores selecionados por sorteio aleatório; em um segundo momento, com entrevistas diagnósticas por telessaúde para avaliação da saúde mental. A coleta na UNIRIO começa em 3 de novembro.

A pesquisa tem coordenação nacional de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a responsável na UNIRIO é a diretora do Instituto de Saúde Coletiva, Cristiane Novaes. Com o lema “Por uma comunidade acadêmica saudável”, o estudo busca compreender os efeitos e os desafios de saúde mental enfrentados nas universidades para direcionar esforços na construção de uma universidade mais acolhedora, inclusiva e produtiva.

Na região Sudeste, foram sorteadas 14 universidades públicas, que representarão toda a comunidade universitária. Além da UNIRIO, participam a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Serão coletados dados em 50 universidades públicas em todo o território nacional, sendo esperada a participação de 15 mil voluntários. O estudo segue todos os critérios éticos e assegura privacidade e confidencialidade dos participantes, e se iniciará, em cada localidade, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. A investigação tem na coordenação nacional o pró-reitor de pesquisa da UFRGS, Flávio Kapczinski, que enfatiza a importância de compreender a realidade da saúde mental nas universidades. “Conhecer esse cenário nos permitirá ter um panorama representativo da realidade brasileira, o que certamente apoiará no redirecionamento de políticas públicas no campo da Saúde Mental, em âmbito regional e nacional”, explica ele.

Para viabilizar o rastreamento em todo o território brasileiro, foi consolidada a Rede Nacional de Saúde Mental (Renasam), que tem o papel de articular grupos de pesquisa para o desenvolvimento e inovação em Saúde Mental. Além disso, a Rede visa a conduzir estudos inovadores e disseminar informações atualizadas para aumentar a conscientização sobre o tema e romper o estigma associado a tais problemas. A Renasam foi lançada em maio de 2024 e conta com 50 pesquisadores de todas as macrorregiões brasileiras.

Além do Enasam-U, será realizado um segundo grande projeto nos próximos dois anos, o Enasam, que será o primeiro estudo a avaliar a frequência de diagnósticos de saúde mental em todo o território nacional. Serão realizadas oito mil entrevistas de triagem presencial conduzidas em domicílios selecionados aleatoriamente. Em seguida, será realizada uma entrevista on-line síncrona conduzida em uma subamostra aleatória de indivíduos que responderam à triagem.

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