Enasam-U avança na coleta de dados sobre saúde mental em universidades públicas brasileiras

A pesquisa prevê a participação de 50 universidades públicas brasileiras no decorrer de sua execução

RENASAM

2/5/20262 min read

A pesquisa prevê a participação de 50 universidades públicas brasileiras no decorrer de sua execução.

O Estudo Nacional de Saúde Mental nas Universidades (Enasam-U) segue em andamento e prevê a participação de 50 universidades públicas brasileiras no decorrer de sua execução. Até o momento, dez instituições já iniciaram a etapa de coleta de dados, das quais duas concluíram integralmente essa fase, sendo elas a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais. As demais seguem com as atividades em curso.

A expectativa é que no mês de março, a pesquisa de campo se inicie em outras oito universidades: Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Fundação Universidade do Rio Grande (Furg), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e Universidade Federal do Pará (UFPA). A previsão é que essa etapa seja concluída em todas as instituições participantes até dezembro deste ano.

Sobre o Enasam-U

Iniciado em 2025, o Enasam-U é o primeiro estudo nacional voltado exclusivamente à saúde mental no contexto universitário brasileiro. A pesquisa envolve estudantes, docentes e servidores técnicos, com idades entre 18 e 75 anos, e adota como lema “Por uma comunidade acadêmica saudável”. O objetivo é compreender os principais desafios e impactos relacionados à saúde mental nas universidades, de modo a subsidiar políticas públicas e estratégias institucionais mais acolhedoras, inclusivas e produtivas.

A coleta de dados ocorre em dois momentos. No primeiro, os selecionados por sorteio aleatório respondem a um questionário online. No segundo, uma amostra dos participantes é convidada a realizar entrevistas diagnósticas por teleatendimento, etapa central do estudo. Até o momento, já foram realizadas quase 500 entrevistas diagnósticas, conduzidas por 21 psicólogos vinculados à UFRGS.

A coordenação nacional do estudo é liderada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O pró-reitor de Pesquisa da UFRGS e também coordenador da Renasam, Flávio Kapczinski, destaca a relevância da iniciativa. “Conhecer esse cenário nos permitirá ter um panorama representativo da realidade brasileira, o que certamente apoiará o redirecionamento de políticas públicas no campo da saúde mental, em âmbito regional e nacional”, afirma.

O Enasam-U conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e segue rigorosamente os critérios éticos, garantindo a privacidade e a confidencialidade dos participantes. Em cada universidade, a pesquisa tem início somente após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Sobre a Rede Nacional de Saúde Mental

Para viabilizar a realização do estudo em escala nacional, foi consolidada a Rede Nacional de Saúde Mental (Renasam), responsável por articular pesquisadores e grupos de pesquisa em todo o país. Atualmente, a Renasam reúne 140 membros, entre pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais de diferentes áreas, atuando de forma integrada na produção de conhecimento científico, na inovação em saúde mental e na redução do estigma associado ao tema.

Criada em maio de 2024, a Renasam desenvolve dois grandes projetos nacionais: o Enasam-U e o Enasam, este último voltado à população geral e que será o primeiro estudo a avaliar a frequência de diagnósticos de saúde mental em todo o território brasileiro, com entrevistas domiciliares e avaliações diagnósticas subsequentes.

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